Prophylaxis – Clínica de Vacinação

INFARTO DURANTE A PANDEMIA

INFARTO DURANTE A PANDEMIA

PANDEMIA DA COVID-19 PODE ESTAR FAZENDO COM QUE PESSOAS COM INFARTO NÃO PROCUREM HOSPITAL

Desde o início da quarentena, houve significativa redução na procura de atendimento em hospitais por motivo de infarto. Seja por falta de ambulância ou leitos, seja por receio de ir para um ambiente onde o risco de infecção por coronavírus é maior, as pessoas não estão buscando atendimento médico ao sentirem sintomas de problemas cardíacos. Só em Nova York, nos EUA, o número de pessoas que morreram em casa por causa de ataque cardíaco aumentou em 800% durante a pandemia – algo que os médicos brasileiros também estão percebendo por aqui.
“As pessoas estão realmente com muito receio de procurar os serviços de emergência e ir até o hospital, com medo do coronavírus, então começam a ter sintomas e ficam em casa, achando que vão se submeter a um risco desnecessário [ao sair para ir ao hospital]”, atesta o cardiologista Leandro Echenique, do Hospital Albert Einstein.

Essa demora na busca por atendimento pode diminuir as chances de sobrevivência em casos de infarto.

Por isso, ao sinal de qualquer sintoma de infarto, procure socorro imediatamente pelo 192 (Samu).

SINTOMAS DO INFARTO

  • Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a muito forte, ou sensação de compressão no peito que geralmente dura cerca de 30 minutos;
  • Ardor no peito, muitas vezes confundido com azia, que pode ocorrer associado ou não à ingestão de alimentos;
  • Dor no peito que se irradia pela mandíbula e/ou pelos ombros ou braços (mais frequentemente do lado esquerdo do corpo);
  • Ocorrência de suor, falta de ar, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento;
  • Ansiedade, agitação e sensação de morte iminente.

Atenção: Cerca de ⅓ das pessoas não sente a dor típica do infarto. Esse grupo é formado principalmente por mulheres, idosos, negros e pessoas com diabetes ou insuficiência cardíaca. Essas pessoas precisam ficar atentas aos sinais mais sutis e não hesitar em investigar qualquer suspeita.

O QUE FAZER SE SUSPEITAR QUE ESTÁ TENDO UM INFARTO

  • Ao surgirem os primeiros sintomas, procure socorro imediatamente pelo 192 (Samu). Não dirija automóvel e evite andar ou carregar peso mesmo que a dor seja mínima;
  • Se conseguir engolir sem dificuldade e não for alérgico ao medicamento, tome 2 comprimidos de ácido acetilsalicílico (aspirina) imediatamente. A forma mais indicada é mastigar os comprimidos. Eles ajudam a dissolver coágulos que podem ser causadores da obstrução. Não coma nem beba mais nada.

PRIMEIROS SOCORROS SE ESTIVER COM ALGUÉM QUE PODE ESTAR SOFRENDO INFARTO

  • Não perca tempo: chame o Samu pelo 192. É mais seguro que tentar levar a vítima diretamente ao hospital, a menos que o atendente oriente que você mesmo leve o paciente;
  • Enquanto aguarda, não entre em pânico. Transmita confiança ao paciente e mantenha a pessoa calma e aquecida. Coloque-a em posição confortável, levemente inclinada, afrouxe suas roupas e siga qualquer orientação que o atendente lhe passar;
  • Dê à pessoa 2 comprimidos de ácido acetilsalicílico (aspirina) e oriente para que ela os mastigue (se a pessoa não for alérgica ao medicamento);
  • Se a pessoa desfalecer, verifique sua respiração e seu pulso. Na ausência desses sinais vitais, inicie imediatamente os procedimentos adequados de recuperação cardiopulmonar, mantendo-os até que o socorro chegue.

(para mais informações, visite https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/reanimacao-cardiaca-passo-a-passo/). Não tente transportar a pessoa desfalecida, porque ela corre grave risco de morrer no caminho.

Fontes:
https://epoca.globo.com/sociedade/morte-por-infarto-aumenta-oito-vezes-em-ny-qual-o-risco-da-covid-19-para-cardiacos-24368711
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/04/16/medo-de-ir-ao-hospital-aumenta-risco-de-morte-por-problema-cardiaco-diz-medico
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/

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