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10 fatos sobre imunização

A imunização contra doenças imunopreveníveis é essencial para alcançarmos o 4o. objetivo das “Metas de Desenvolvimento do Milênio” traçadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é “reduzir em 2/3 a mortalidade infantil mundial abaixo dos 5 anos de idade até 2015”.

Pela primeira vez nos registros da história da humanidade a mortalidade infantil caiu abaixo de 10 milhões mortes / ano, em parte como resultado da melhoria do acesso às vacinas e da distribuição integrada de ações de saúde básicas e essenciais, assim como da disponibilidade de água potável e de melhores condições sanitárias.

A vacinação previne em torno de 2.5 milhões de mortes de crianças por ano (de todas as faixas etárias) por difteria, tétano, coqueluche e sarampo. É uma das ações de saúde mais bem sucedidas e com melhor relação custo-benefício.
Um número recorde de crianças está sendo beneficiado pela imunização. Em 2008, estima-se que 106 milhões de crianças abaixo de 1 ano tenham sido imunizadas com três doses da vacina tríplice bacteriana (contra a difteria, o tétano e a coqueluche), doenças infecciosas associadas a grave morbidade, incapacitação e morte.

Apesar de todo o progresso, cerca de 24 milhões de crianças abaixo de 1 ano não receberam as 3 doses da vacina tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche) em 2008. Aproximadamente 3/4 destas crianças moram em apenas 10 países: Chad, China, Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Iraque, Nigéria, Paquistão e Uganda.
Estima-se que 1.3 milhões de crianças morram anualmente de doença pneumocócica e diarréia causada por rotavírus. Grande parte dessas perdas podem ser evitadas pela vacinação.

Um grande número de novas vacinas está hoje em processo de desenvolvimento pelas indústrias produtoras e devem chegar ao mercado até 2012. Mais de 80 projetos de vacinas estão em estágios finais de testes clínicos. Cerca de 30 destas vacinas em desenvolvimento têm como objetivo proteger contra doenças graves contra as quais ainda não existem vacinas licenciadas, como a dengue e a malária.

O “Projeto de Vacina anti-Meningocócica” está trabalhando em uma nova vacina anti- meningocócica. O meningococo A é responsável por graves epidemias nos países da África Sub-Sahariana.
Uma vacina de 1ª. geração contra malária já demonstrou ser eficaz em crianças pequenas e pode estar disponível até 2015.

A vacinação já eliminou o sarampo das Américas. As mortes globais por sarampo caíram em 74% (de 750 mil mortes em 2000 para 197 mil em 2007) graças a intensificação das campanhas de vacinação em massa.
A poliomielite está “erradicada” em 3 das 6 regiões que a Organização Mundial de Saúde divide o planeta. Atualmente é endêmica em apenas 4 países: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão (esse número era de 125 países em 1988).

Estima-se que a mortalidade anual por tétano neo-natal tenha caído para 128 mil (contra 790 mil em 1988).

A vacinação não protege as crianças apenas contra as doenças imunopreveníveis. Ela é também veículo de distribuição de outras medidas vitais para a saúde, tais como: suplementos vitamínicos contra desnutrição, mosquiteiros tratados com inseticidas para a proteção contra a malária e drogas anti-parasitárias.


Fonte: Organização Mundial da Saúde, outubro de 2009

http://www.who.int/features/factfiles/immunization/en/