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Situação epidemiológica da febre amarela no Brasil, 2017

A febre amarela no Brasil já vinha ocorrendo de forma cíclica no Brasil sob a forma de surtos em humanos e epizootias (doença e mortes em macacos).

Em 2008/2009 ocorreu um evento importante com epizootias em alguns municípios do Rio Grande do Sul (2008) e em São Paulo onde também foram notificados casos humanos confirmados (região sul/sudeste de SP), casos e epizootias suspeitas no Paraná e casos humanos confirmados no município de Ribeirão Claro no Paraná, próximo a divisa de São Paulo.

Em dezembro de 2016 teve início o maior surto de febre amarela das últimas décadas envolvendo principalmente 2 estados: Minas Gerais e Espírito Santo.

Até 31 de maio de 2017 foram notificados ao Ministério da Saúde 3.240 casos suspeitos de febre amarela silvestre. Destes, 792 (24,5%) foram confirmados; 519 (16%) ainda em investigação e 1.929 descartados (59,5%).

Ocorreu transmissão ativa em 85 municípios dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.

A maioria dos casos confirmados e óbitos estão ocorrendo em pessoas não vacinadas.

Foi adotado esquema de vacinação nos municípios mais atingidos que se estendeu para os estados, principalmente Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Riode Janeiro.

A vacina da febre amarela está incluída no calendário da criança a partir de 9 meses de idade para todo o Brasil em dose única.  O Brasil está adotando a estratégia recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) de dose única da vacina da febre amarela, isto é, a pessoa que recebeu uma dose, seja para viajar ou por viver em área endêmica, não necessita receber outra dose durante a sua vida.  

O cenário atual da FA é de registro do maior surto da história recente: o maior número de casos humanos e óbitos; a maior ocorrência de epizootias envolvendo mais de cinco mil indivíduos com importante dano a biodiversidade, sendo um importante desafio às autoridades de saúde e meio ambiente no Brasil.

Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde, MS/2017.