A PROPHYLAXIS INAUGURA DO “CENTRO PROPHYLAXIS DE MEDICINA DE VIAGEM”
Este Centro foi criado com o intuito de proporcionar ao viajante atendimento preventivo de agravos, evitando assim adoecimentos e contratempos na viagem.
O Centro de Medicina de Viagem pode proporcionar ao viajante orientação sobre como se proteger de riscos que muitas vezes podem surpreendê-lo e comprometer sua viagem.
O atendimento é feito por médico que vai estar munido de informações sobre o local de destino e os riscos (epidemias, surtos e doenças de uma maneira geral) e que medidas de prevenção devem ser adotadas antes e durante sua viagem.
A equipe deste Centro é constituída por médica (Dra. Meri Baran) e profissionais de enfermagem. O atendimento, que consta de orientações ao viajante sobre como se proteger de doenças ou outros agravos, na maioria das vezes, desdobra-se em aplicação de vacinas necessárias de acordo com o destino de cada um.
O ideal é que o viajante procure o atendimento 4 a 6 semanas ou no mínimo 10 a 15 dias, antes da data da viagem. Para marcar consulta ligue para (21) 2226-1032 ou (21) 2495-1020, informando a data da viagem e os locais para onde se dirige.
Viagem segura com crianças (Dra. Meri Baran)
Introdução:
Dra. Meri Baran
Com a chegada das férias é grande o número de famílias que viajam com suas crianças para locais no Brasil ou no exterior.
No mundo, o número de crianças que viaja tem aumentado consideravelmente. Estima-se que um milhão e novecentas mil crianças viajam para o exterior por ano.
Os problemas de saúde mais comuns em crianças em viagem são:
- Doenças diarréicas
- Malária
- Acidentes com veículos motorizados e acidentes relacionados com água (mar, piscina).
Para uma viagem segura, sem surpresas desagradáveis, é fundamental observar certos cuidados que vão garantir esta segurança e que são mais apropriados quando obtidos através de um serviço de medicina de viagem.
Mudanças dos esquemas habituais de vida, de atividades e do ambiente podem ser estressantes para a criança. A inclusão na bagagem de brinquedos familiares e outros objetos representativos para a criança podem diminuir este stress.
Este tema será abordado em 8 capítulos: Vacinas, Diarréia e desidratação, Cuidados com a alimentação, Precaução contra insetos, Malária, Acidentes, Viagens aéreas e Exposição ao sol.
Capítulo I – Vacinas
Para que a criança viaje protegida é de suma importância que as vacinas do calendário de rotina da criança estejam atualizadas. Apesar de já termos a Poliomielite (Paralisia Infantil) erradicada e o Sarampo eliminado nas Américas, ainda existem países onde estas doenças continuam ocorrendo.
Vacinas habituais, como a tríplice bacteriana (tétano,difteria,coqueluche), hemófilo, poliomielite, tríplice viral (sarampo,rubéola, caxumba), hepatite B, hepatite A, influenza (gripe), varicela devem ser checadas e, se necessário, atualizadas.
Também são igualmente importantes as vacinas recomendadas de acordo com o destino da viagem, como febre amarela, febre tifóide, cólera e diarréia causada pela Escherichia coli enterotoxigênica, meningite meningocócica, poliomielite e raiva; deve-se ainda levar em conta a vigência de surtos de doenças locais.
Vacina contra a Febre Amarela
Áreas de risco no mundo: África Sub Saariana, América do Sul e América Central.
Para deslocamentos internos no Brasil não há exigência da vacina contra a febre amarela, porém é da máxima importância que as pessoas viajem vacinadas para as áreas recomendadas pelo Ministério da Saúde.
Áreas de risco para Febre Amarela no Brasil: todos os estados que constituem a Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins; partes da região nordeste (Maranhão, Sudoeste do Piauí, oeste e extremo sul da Bahia), do Sudeste (Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do espírito Santo) e do Sul (oeste do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
A vacina confere imunidade por 10 anos. Deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem. Está disponível nos postos de saúde pública e nas clínicas privadas que tem convênio com a ANVISA, sendo fornecido um comprovante no momento da aplicação. Para viagens internacionais é exigido um “Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela”, que somente é expedido pela ANVISA (setor de portos e aeroportos) mediante apresentação do comprovante da vacinação.
No Rio de Janeiro o posto da ANVISA fica localizado no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim.
Capítulo II – Diarréia e desidratação.
Crianças pequenas e lactentes em viagens estão em alto risco para diarréia e outras doenças transmitidas por água e alimentos contaminados; isto se deve à limitada imunidade pré-existente da criança e a fatores ambientais tais como o contato mão/boca e visita a locais com saneamento e condições higiênicas deficientes. Crianças desidratam mais rapidamente do que adultos. Casos de diarréia acompanhada de vômitos são mais preocupantes e exigem atenção.
Sinais e sintomas de desidratação: boca seca, sede, ausência ou diminuição de saliva, ausência de lágrimas, diminuição do volume urinário, ao provocar uma prega na pele do abdômen, a mesma se desfaz lentamente ou não se desfaz (casos mais graves). Se não houver melhora torna-se necessária assistência médica imediata para hidratação venosa.
Hidratação oral
O soro oral pode ser adquirido em farmácia antes da viagem – trata e previne a desidratação e deve ser dado aos poucos na mamadeira ou na colher. Além do soro, oferecer água e outros líquidos como água de côco.
Quando ocorrer fezes com sangue, e/ou febre acima de 38,5º C e/ou vômitos persistentes deve-se procurar assistência médica, pois pode ser necessário o uso de antibióticos e hidratação venosa.
Alimentação
Não há necessidade de interromper o aleitamento materno, que é a melhor maneira de se prevenir diarréias.
Crianças maiores devem continuar a dieta normal, se não houver vômitos.
Evitar alimentos condimentados e gordurosos.
Medidas de prevenção
- Lavar com freqüência as mãos com água e sabão ou usar álcool gel a 70º são hábitos importantes para prevenir diarréias.
- Usar somente água industrializada para beber, preparar alimentos e também para escovar dentes em locais com saneamento deficiente.
- Evitar produtos frescos não pasteurizados e alimentos crus.
Capítulo III – Cuidados com a alimentação
Alimentos seguros são comidas e bebidas preparadas ou servidas de forma a reduzir o risco de transmissão de doenças. Exemplo de doenças transmitidas por água e alimentos contaminados:
Gastroenterite (diarréia, vômitos), Hepatite A, Febre tifóide, Hepatite E, Cólera, Cisticercose.

São considerados alimentos seguros:
- Comida servida quente
- Bebidas industrializadas (refrigerantes, água mineral de preferência com gás).
- Bebidas fervidas: água, chá, café, leite.
Evitar:
- Comidas cruas
- Água sem identificação de origem, sucos e bebidas com gelo (evitar gelo por não se saber a origem da água).
- Comidas mesmo cozidas expostas durante longo tempo após o preparo.
- Comida em vendedores ambulantes.
- Observação: Frutas bem lavadas e descascadas por pessoa que cuida da criança representam baixo risco, desde que manipuladas adequadamente. Lavar bem as mãos com água e sabão cada vez que manipular alimentos.
Capítulo IV – Precaução contra insetos.
É muito importante para prevenir doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos como febre amarela, dengue, malária, leishmaniose, filariose, encefalite japonesa, febre do oeste do Nilo, febre maculosa, doença de Lyme, e outros, adquiridas principalmente em viagens para Ásia, África, América do Sul e América Central.
Como evitar:
- Uso de roupas adequadas: vestes claras com calças compridas, mangas compridas, tênis e meias de preferência brancas. Em locais quentes usar roupas mais leves, porém, tentar reduzir ao máximo a parte exposta do corpo.

Uso de repelentes:
- Não devem ser usados em crianças menores de 2 meses.
- Devem ser usados quando a criança sai de casa.
- Aplique somente na pele exposta.
- Deve ser aplicado primeiro nas mãos do adulto que o aplica na pele das crianças.
- Não aplique nas mãos das crianças porque elas põem as mãos na boca com freqüência. Só aplique nas áreas expostas.
- Muito cuidado ao aplicar no rosto evitando olhos e boca.
- Repelentes que contêm concentrações maiores do ingrediente ativo dão proteção de maior duração.
Estudos realizados pelo CDC apontam 2 tipos de ingredientes ativos que podem ser usados com segurança e dão longa proteção: DEET e PICARIDINA ou ICARIDINA.
Ambos não devem serusados antes de 2 anos de idade. - Dependendo da concentração do produto a proteção pode durar até 10 a 12 horas, No Brasil existe um repelente seguro cujo ingredeiente ativo é a Icaridina, capaz de dar proteção por 10 horas, inclusive com apresentação infantil.
- Crianças devem dormir em quartos com ar condicionado, ou com janelas e portas teladas, ou com mosqueteiros.
Capítulo V-Malária
Não existe vacina para a malária.
A prevenção se faz com medidas para evitar picadas de mosquitos e com o uso de medicamentos específicos durante a viagem quimioprofilaxia.
A atividade do mosquito que transmite a malária (Anopheles) se dá do entardecer ao amanhecer. O pico de atividade do mosquito é às 2 horas da madrugada, por isso o período de maior proteção deve ser à noite, quando as pessoas dormem.
A quimioprofilaxia não impede que a pessoa seja infectada quando picada pelo mosquito transmissor, porém, previne a evolução da doença para formas graves. Para isso o viajante deve ser orientado pelo serviço de medicina de viagem que vai avaliar os cuidados a serem prescritos levando em conta:
A) o tempo em que ele vai permanecer no local de risco.
B) as condições de hospedagem – hotel com ar condicionado ou não, acampamento, casa de parentes ou amigos, e outros.
C) permanência em área urbana com boa infra-estrutura ou em áreas rurais ou em cidades com saneamento básico deficiente.

D) tipo de atividade – safari, trilhas em matas ou florestas, etc.
Muito importante é saber se no local existe possibilidade de atendimento médico em 24h, quanto mais cedo se iniciar o tratamento maior a possibilidade de cura.
Se o viajante for permanecer longe de serviços de saúde, pode-se até indicar o auto-tratamento, isto é, ele leva consigo um kit tratamento que inicia aos primeiros sinais de febre enquanto se dirige a um local que tenha atendimento médico.
Capítulo VI – Acidentes
RELACIONADOS A VEÍCULOS: são a principal causa de morte em crianças que viajam.
- Viajando em carros ou outros veículos, crianças com menos de 18 kg devem ficar acomodados em assentos de carros apropriados para crianças. Estes assentos devem ser levados de casa pela família, para garantia de que sejam bem mantidos e dentro das normas aprovadas.
- Crianças estão bem mais seguras quando sentadas no banco de trás.
- O cinto de segurança, de grande importância para a proteção, pode não constar em carros de alguns países.

AFOGAMENTO: É a 2ª causa mais freqüente de morte nos pequenos viajantes. Crianças podem não estar familiarizadas com as ameaças nos oceanos e rios. Piscinas podem não contar com pessoal treinado para qualquer eventualidade de risco de afogamento.
- Supervisão próxima a criança na água é essencial.
- Equipamentos apropriados para viagens de barco ou lancha, tais como, coletes salva vidas, podem não estar disponíveis em determinados países.
- Calçados adequados para proteção dos pés afim de evitar danos em ambientes marinhos.
A esquistossomose é um risco para adultos e crianças em áreas endêmicas. Deve-se evitar nadar ou brincar em rios. A transmissão se dá pela penetração do Schistossoma mansoni através da pele.
Capítulo VII – Viagens aérias
Embora viagens aéreas sejam seguras para recém-nascidos, lactentes e crianças, alguns pontos devem ser considerados na programação e preparação da viagem.
- Crianças com problemas crônicos do coração ou do pulmão têm risco de hipóxia durante o vôo e o médico assistente deve ser consultado antes da viagem.
- Ter segurança de que a criança está firmemente contida durante um vôo. Turbulência intensa ou um acidente não fatal podem criar situações nas quais os pais não conseguem segurar a criança.
- crianças menores de 1 ano e pesando menos de 9 kg devem ser colocadas em um assento seguro especial aprovado pelo órgão responsável.
- crianças maiores de 1 ano pesando entre 9 e 18 kg devem ser colocadas em um assento seguro especial aprovado pelo órgão responsável.
- quando atingem mais de 18 kg podem ficar seguros no assento normal do avião, sempre com cinto de segurança.
- É comum acontecer dor de ouvido intensa durante a descida do avião. Equalização da pressão do ouvido médio pode ser facilitada no ato de mastigar ou engolir.
- lactentes devem amamentar ou sugar uma mamadeira.
- crianças maiores podem chupar balas ou mascar chicletes.
Não há evidências de que viagens aéreas exacerbem os sintomas ou complicações associadas a otite média. - Viajar para países diferentes, jet lag e mudanças dos esquemas, podem causar distúrbios do sono e irritabilidade. Ao chegar ao local de destino, a criança deve ser estimulada a ter atividades externas durante as horas claras do dia para promover adaptação.
Capítulo VIII – Exposição ao sol
Exposição ao sol e particularmente queimaduras solares antes da idade de 15 anos estão fortemente associadas com melanoma e outras formas de câncer de pele.
Exposição à luz ultra violeta é maior em áreas perto do equador, em locais de altas altitudes, no horário de 10 às 16 horas e quando a luz está refletida na água e na neve.
Protetores solares são recomendados para uso em crianças com mais de 6 meses de idade. Filtros solares ou bloqueadores solares, sejam físicos (titânio ou óxido de zinco) ou químicos, com um mínimo de SPF 15 e garantindo proteção para ambos fatores UVA e UVB, devem ser aplicados diretamente na pele e reaplicados após suar e exposição a água.

Crianças com menos de 6 meses de idade precisam de proteção extra por causa da pele mais fina e mais sensível.
Queimadura severa nesta idade é considerada emergência médica.
Bebês devem ser mantidos na sombra e com roupas cobrindo seu corpo.
Existem blusas bloqueadoras solares que dispensam passar o protetor solar no tronco inteiro.
Chapéu e óculos escuros reduzem injúria solar à pele e olhos.
Se ambos, protetor solar e repelente de insetos necessitam ser aplicados simultaneamente a eficácia do protetor solar fica diminuída em um terço, e é aconselhável que a criança use uma roupa que cubra mais o corpo ou então diminuir o tempo de exposição ao sol.
De acordo com estimativas da OMS, mais de 900 milhões de viagens internacionais foram realizadas em 2008. Este montante expõe um grande número de pessoas a variações de altitude, umidade, temperatura e agentes patogênicos, o que pode gerar prejuízo direto à saúde. Muitos riscos podem ser minimizados se algumas precauções forem tomadas antes, durante e após a viagem.
O serviço de Medicina de Viagem da Prophylaxis® fornece orientações de como se manter saudável durante uma viagem, através da utilização das vacinas contra doenças infecciosas disponíveis, quimioprofilaxia e tratamento da Malária, proteção contra insetos e outras doenças transmitidas por vetores e segurança em diferentes ambientes.
Atualização para viajantes
- Polio Outbreak in Tajikistan, Cases in Russia, Risk of Spread to other Central Asian Countries
September 06, 2010http://wwwnc.cdc.gov/travel/content/outbreak-notice/polio-tajikistan-russia-central-asia.aspx
- Chikungunya Fever in Asia and the Indian Ocean
September 06, 2010http://wwwnc.cdc.gov/travel/content/outbreak-notice/chikungunya-fever.aspx
- Dengue, Tropical and Subtropical Regions
june 02, 2010http://wwwnc.cdc.gov/travel/content/outbreak-notice/dengue-tropical-sub-tropical.aspx
- 2009 H1N1 Flu: Global Situation
September 06, 2010 at 09:36 EDThttp://wwwnc.cdc.gov/travel/content/outbreak-notice/novel-h1n1-flu-global-situation.aspx
Mapa de distribuição das doenças.
Sites relacionados.
Links relacionados.
- The International Society of Travel Medicine (ISTM)
- Regional and National Societies of Travel Medicine
- WHO Collaborating Centres on Travel and Health
Artigos
Clique nos links abaixo para maiores informações:
Dra. Meri Baran/consultora prophylaxis
Jet lag, é uma condição fisiológica conseqüente a alterações do ritmo circadiano (ciclo biológico de um dia do corpo humano influenciado pela luz solar). É um estado de desequilíbrio entre o ritmo biológico do organismo humano e os indicadores externos ambientais que normalmente lhe servem de referência. É causado pelas rápidas viagens de avião a jato que cruzam o globo terrestre nas direções leste-oeste ou oeste-leste.
A luz do sol é a referência mais importante de todas e o nosso relógio biológico se desorienta quando atravessamos rapidamente vários fusos horários e alteramos a sequência habitual do dia e da noite, dos períodos de atividade e de sono; o padrão natural do corpo é alterado- o ritmo que dita o tempo de comer, dormir, regulação hormonal e variações da temperatura do corpo não mais corresponde ao ambiente de cada um.
A condição de jet lag pode durar muitos dias; voar do oeste para o leste causa um jet lag mais intenso do que no sentido inverso, não se conhece a causa. A rapidez com que o corpo se ajusta ao esquema novo depende do indivíduo. Algumas pessoas necessitam alguns dias para ajustar o novo fuso horário, enquanto outras experimentam apenas um leve distúrbio. Pessoas que têm uma rotina de vida muito rígida são as que mais sofrem com o jet lag. Pessoas que tem um dia-a-dia variado e imprevisível conseguem ajustar mais facilmente seu ritmo biológico às mudanças. Da mesma forma pessoas que dormem bem e crianças muito pequenas geralmente têm menos problemas.
A condição não está ligada ao tempo do vôo, mas a distância transmeridiana (leste-oeste) da viagem. Uma viagem de 10 h da Europa para a África do Sul não causa jet-lag, porque a viagem é primariamente norte-sul. Um vôo de 5 horas do oeste para a costa leste dos EUA pode resultar em jet lag.
Sintomas:
O sintoma pode ser variado, dependendo da quantidade de alteração de fusos horários. Problemas digestivos, dor de cabeça, fadiga, padrão de sono irregular, insonia temporária, desorientação, tonteiras, irritabilidade, depressão leve.
Medidas:
Antes do vôo – Alterar progressivamente o horário de início do sono (dormir mais cedo) uns dias antes e tentando dormir 7 a 8 horas diárias. Evite refeições pesadas no dia anterior. Faça exercícios nos dias anteriores e caminhe no aeroporto. Evite consumir café, chá, bebidas gasosas e álcool.
Durante o vôo – Use roupas largas e sapatos confortáveis. Beba água com frequência. Faça uma refeição leve. Evite café, chá, bebidas gasosas e álcool. Levante-se de 2 em 2 horas, estique braços e pernas e caminhe um pouco.
Na chegada – Passe o máximo de tempo possível em ambiente externo ou de janelas abertas para se habituar às novas condições de luz. Deite-se só quando chegar a noite para acertar o sono. Não vá diretamente do aeroporto para uma reunião de trabalho.
Não existem medicamentos que apresentem eficiência comprovada. Alguns estudos com melatonina deram resultados contraditórios.
Fonte: http//www.blogspot.com.br
Dra. Meri Baran – consultora da Prophylaxis
Hoje, cada vez mais, as pessoas viajam para regiões exóticas como, África, Ásia, América do Sul e mesmo áreas do Brasil, geralmente regiões de matas, florestas, próprias para eco turismo, além das viagens a trabalho ou pesquisa. Não existe ainda na cultura do viajante a consciência de que viagens, para que sejam prazeirosas ou eficazes naquilo que se propõem, demandam cuidados muito importantes. O viajante pensa que basta ter a vacina da Febre Amarela e ele pode viajar com segurança.
A malária é doença febril grave causada por um parasita chamado Plasmodium. É doença que pode matar rapidamente se não diagnosticada e tratada precocemente. São 4 espécies de Plasmodium: P.vivax, P.falciparum (é o que produz casos mais graves e responsável pela maioria das mortes no mundo), P.ovale e o P. malariae.
Transmissão – A transmissão se dá através da picada do mosquito do gênero Anophelles que existe em abundância em várias regiões de países de clima tropical. O horário de maior atividade é do por do sol ao amanhecer sendo que o pico de atividade se dá às 2h da manhã, logo é muito importante a proteção durante o sono.
Distribuição – 88 países estão classificados como áreas de transmissão, a grande maioria na faixa tropical do planeta, compreendendo a maioria dos países africanos localizados abaixo do deserto do Saara, países da América Central e do Caribe, países amazônicos da América do Sul, países do centro, sul e sudeste da Ásia, do Oriente médio e do extremo oriente (China). No Brasil as áreas de risco de transmissão estão nos estados da Amazonia Legal (Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima), além das regiões o oeste do Maranhão, Noroeste do Tocantins e norte do Mato Grosso.
Sintomas – O principal sintoma é a febre, associada ou não a tremores, calafrios, sudorese intensa, dor de cabeça e dor muscular. Outros sintomas são vômitos, diarréia, dor abdominal, tonteira e cansaço. Pode comprometer fígado, rim e cérebro (casos graves).
Prevenção – Não existe vacina para malária. Previne-se evitando a picada do mosquito e com o uso de medicamentos profiláticos.
Prevenção a picada de mosquito – deve ser feita com repelentes na base de DEET ou picaridina com concentrações que permitam proteção por 10 horas. Em hospedagens ou alojamentos sem ar condicionado, usar, à noite, mosqueteiros embebidos em permetrina (inseticida). O uso de roupas claras, com mangas compridas, calças compridas, tenis ou botas e meias é mais um fator importante de proteção.
A quimioprofilaxia com medicamentos específicos não impede que a pessoa seja infectada quando picada pelo mosquito transmisssor, porém, previne a evolução da doença para formas graves. Para isso o viajante deve ser orientado pelo serviço de medicina de viagem que vai avaliar os cuidados a serem prescritos levando em conta o tempo em que ele vai permanecer no local de risco, as condições de hospedagem (hotel com ar condicionado ou não, acampamento, casa de parentes ou amigos, etc.), se vai ficar numa cidade grande ou em áreas rurais ou de floresta, o tipo de atividade que vai exercer (trabalho em escritório, pesquisa em locais de mata e florestas, safaris, escaladas,etc.).
Muito importante é saber se no local existe possibilidade de atendimento médico em 24h. Se o viajante for permanecer longe de hospitais indica-se o auto tratamento, isto é, ele leva consigo um kit tratamento que inicia aos primeiros sinais de febre.
No caso da bióloga brasileira, pelo que foi noticiado, houve demora no diagnóstico pois a equipe de pesquisa encontrava-se em local de difícil acesso, tendo havido demora no atendimento.
Meri Baran















