Viagem Segura

Capítulo II – Diarréia e desidratação

Crianças pequenas e lactentes em viagens estão em alto risco para diarréia e outras doenças transmitidas por água e alimentos contaminados; isto se deve à limitada imunidade pré-existente da criança e a fatores ambientais tais como o contato mão/boca e visita a locais com saneamento e condições higiênicas deficientes. Crianças desidratam mais rapidamente do que adultos. Casos de diarréia acompanhada de vômitos são mais preocupantes e exigem atenção.

Sinais e sintomas de desidratação: boca seca, sede, ausência ou diminuição de saliva, ausência de lágrimas, diminuição do volume urinário, ao provocar uma prega na pele do abdômen, a mesma se desfaz lentamente ou não se desfaz (casos mais graves). Se não houver melhora torna-se necessária assistência médica imediata para hidratação venosa.

Hidratação oral
 O soro oral pode ser adquirido em farmácia antes da viagem – trata e previne a desidratação e deve ser dado aos poucos na mamadeira ou na colher. Além do soro, oferecer água e outros líquidos como água de côco.

Quando ocorrer fezes com sangue, e/ou febre acima de 38,5º C e/ou vômitos persistentes deve-se procurar assistência médica, pois pode ser necessário o uso de antibióticos e hidratação venosa.

Alimentação
Não há necessidade de interromper o aleitamento materno, que é a melhor maneira de se prevenir diarréias.

Crianças maiores devem continuar a dieta normal, se não houver vômitos.
Evitar alimentos condimentados e gordurosos.

Medidas de prevenção

– Lavar com freqüência as mãos com água e sabão ou usar álcool gel a 70º são hábitos importantes para prevenir diarréias.
– Usar somente água industrializada para beber, preparar alimentos e também para escovar dentes em locais com saneamento deficiente.
– Evitar produtos frescos não pasteurizados e alimentos crus.