Prophylaxis – Clínica de Vacinação

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O que é medicina de viagem?

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A Organização Mundial do Turismo – OMT – estima que, no ano de 2006, o fluxo de turistas internacionais foi de 842 milhões, sendo que, 402 milhões (50%) viajaram por prazer, férias e recreação, 125 milhões (16%) a negócios, 212 milhões (25%) para visitar amigos e parentes, motivos de saúde e religiosos e mais de 7 milhões (9%) para estudar. Estatísticas indicam que já somam 1,5 milhão de estudantes com ensino médio completo por ano no mundo, que buscam uma instituição de ensino no exterior. [br_tc]De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 900 milhões de viagens internacionais foram realizadas em 2008. De um total de 50 milhões de viajantes a países em desenvolvimento, quatro milhões (8%) precisam de atendimento médico durante ou após a viagem.[br_tc]Os elementos-chave mais importantes para determinar o risco para os viajantes estão relacionados com: destino da viagem; hospedagem e acesso aos serviços básicos de higiene; saneamento básico; manipulação adequada dos alimentos; duração da viagem e estação do ano; comportamento e estilo de vida do viajante.[br_tc]As pessoas quando viajam expõem-se a riscos, pois ao deixarem seu meio ambiente habitual deparam-se com variações de altitude, umidade, temperatura, variadas condições sanitárias e diferentes microorganismos, principalmente vírus e bactérias, que podem gerar prejuízo direto à saúde e ao mesmo tempo favorecerem também a propagação de doenças. [br_tc]A Medicina de Viagem surgiu como especialidade no final da década de 70 na Europa Ocidental e EUA, tendo como objetivo primário proteger a saúde do viajante, reduzindo as oportunidades de adoecimento. [br_tc]Em 1990 foi criada a International Society of Travel Medicine (ISTM) e só em 2008 foi criada a Sociedade Brasileira de Medicina de Viagem, embora já houvessem alguns serviços funcionando no Brasil a partir da segunda metade da década de 90.[br_tc]O serviço de Medicina de Viagem pode proporcionar ao viajante informações sobre o local de destino e medidas de prevenção que devem ser adotadas antes e durante sua viagem. A equipe destes serviços é constituida por médicos e profissionais de enfermagem.[br_tc]É importante que o atendimento se dê pelo menos 4 a 6 semanas e no mínimo 10 a 15 dias antes da viagem, para que as vacinas necessárias possam ser aplicadas,pois algumas vacinas devem ser aplicadas em mais de uma dose. A única vacina obrigatória internacionalmente é a da Febre Amarela. Vacinas habituais (tétano/difteria, tríplice viral, hepatite B, influenza, varicela) devem ser checadas e se necessário atualizadas. De grande importância são as vacinas recomendadas de acordo com o destino da viagem: febre tifóide, hepatite A, cólera, poliomielite, anti- meningocócica, raiva. Para a malária, doença grave, não existe vacina, mas dependendo do destino e das condições de alojamento o viajante deve levar medicamento preventivo.[br_tc]Muito importantes são as orientações sobre como se proteger de picadas de insetos que transmitem doenças como a febre amarela, malária, dengue e outras, conhecendo o uso de repelentes apropriados, mosqueteiros e outros cuidados. Igualmente importantes são os cuidados com alimentos, água de consumo e hábitos de higiene pessoal evitando assim a famosa “diarréia dos viajantes”, hepatite A e outras.[br_tc]Orientações sobre prevenção da gripe, mudanças de altitude e de fuso horário (jet lag), bem como, prevenção da trombose venosa profunda são importantes, porque estas situações podem gerar sintomas desagradáveis.[br_tc]A Medicina de Viagem foi criada com o intuito de proporcionar ao viajante, seja qual for o objetivo de sua viagem, que a mesma seja prazeirosa, afastando ao máximo possibilidades de adoecimento e ao mesmo tempo evitar que o viajante seja transmissor de doenças infecciosas, algumas ainda não existentes no país.[br_tc]Meri Baran[br_tc]Especialista em Saúde Pública /Epidemiologia

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