Prophylaxis – Clínica de Vacinação

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO NO CONTROLE DA RESISTÊNCIA BACTERIANA AOS ANTIBIÓTICOS

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO NO CONTROLE DA RESISTÊNCIA BACTERIANA AOS ANTIBIÓTICOS

fonte: https://www.who.int/news-room/q-a-detail/why-is-vaccination-important-for-addressing-antibiotic-resistance
Artigo de novembro de 2016

As vacinas podem ajudar a limitar o aumento da resistência aos antibióticos.

O crescimento global de doenças causadas por bactérias resistentes a medicamentos, devido ao mal uso ou ao uso excessivo de antibióticos, é uma grande preocupação da saúde pública. É mais difícil e custoso tratar infecções resistentes a antibióticos e nem sempre os pacientes se recuperam.

A vacinação de seres humanos e de animais é uma medida bastante eficaz de impedir a infecção por patógenos imunopreveníveis, evitando assim a necessidade do emprego de antibióticos.

A otimização do uso das vacinas existentes e o desenvolvendo de novas vacinas são maneiras importantes de se combater a resistência a antibióticos e de reduzir doenças e mortes preveníveis.

Mas como as vacinas existentes impactam o problema?

A ampliação do uso das vacinas já existentes tem um grande potencial de reduzir o uso de antibióticos e o desenvolvimento de resistência a eles.

Por exemplo, se todas as crianças no mundo recebessem a vacina anti-pneumocócica (uma vacina que protege contra pneumonia, meningite e otite causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae), estima-se que isso poderia prevenir o uso de antibióticos por 11 milhões de dias a cada ano.

Vacinas contra vírus como o da gripe também desempenham um papel relevante, já que é comum as pessoas tomarem antibióticos desnecessariamente quando apresentam sintomas como febre, que podem ser causadas por um vírus.

E como as novas vacinas podem impactar?

O desenvolvimento e o uso de novas vacinas para prevenir outras doenças bacterianas podem reduzir ainda mais o desenvolvimento de resistência aos antibióticos.

Por exemplo, os antibióticos são atualmente a intervenção médica padrão para doenças comuns, como a causada pelo Streptococcus do grupo A (que causa faringite), para a qual ainda não temos vacinas.

Precisamos também de vacinas contra bactérias que agora são resistentes a antibióticos. Por exemplo, existe uma disseminação alarmante de uma tuberculose resistente a diversos medicamentos (MDR-TB). Estima-se que, somente em 2015, 480 mil pessoas tenham sido infectadas pela MDR-TB.

De forma semelhante, o desenvolvimento de vacinas contra o Staphylococcus aureus (que causa infecções na pele e nos tecidos moles), a Klebsiella pneumoniae (que causa pneumonia e infecções na corrente sanguínea e no trato urinário), o Clostridium difficile (que causa diarréia) e muitas outras bactérias, poderiam proteger as pessoas contra doenças cada vez mais difíceis de se tratar.

O desenvolvimento de novas vacinas e a implementação de seu uso correto é um processo demorado e complexo. A comunidade científica precisa priorizar quais novas vacinas teriam o maior impacto no controle da resistência aos antibióticos e promover o investimento necessário.

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