Prophylaxis – Clínica de Vacinação

CORONAVÍRUS (COVID-19): SEGURANÇA VACINAL – PERGUNTAS & RESPOSTAS

Como sabemos se as vacinas contra a Covid-19 são seguras?
Existem medidas de proteção bastante rígidas que ajudam a garantir a segurança de todas as vacinas contra a COVID-19. Antes de receber a validação da OMS e de agências regulatórias nacionais, as vacinas contra a COVID-19 devem ser submetidas a testes rigorosos através de ensaios clínicos para provar que atendem a padrões de referência internacionalmente acordados de segurança e eficácia.
Colaborações científicas sem precedentes permitiram que a pesquisa, o desenvolvimento e as autorizações das vacinas contra a COVID-19 fossem concluídas em tempo recorde – de modo a atender à necessidade urgente de vacinas contra a COVID-19, mantendo em paralelo os altos padrões de segurança exigidos. Como acontece com todas as vacinas, a OMS e as autoridades regulatórias monitorarão continuamente o uso das vacinas contra a COVID-19 para confirmar que elas permanecem seguras para todos que as recebem.

Quais são os efeitos colaterais das vacinas contra a COVID-19?
Como qualquer vacina, as vacinas contra a COVID-19 podem causar efeitos colaterais leves, como febre baixa ou dor ou vermelhidão no local da injeção. A maioria das reações vacinais é leve e desaparece por conta própria em alguns dias. Efeitos colaterais mais sérios ou duradouros das vacinas são possíveis, mas extremamente raros. As vacinas são monitoradas continuamente para detectar eventos adversos raros.
Os efeitos colaterais relatados para as vacinas contra a COVID-19 foram principalmente leves a moderados e de curta duração. Eles incluem: febre, fadiga, dor de cabeça, dor muscular, calafrios, diarreia e dor no local da injeção. As chances de qualquer um desses efeitos colaterais ocorrer após a vacinação diferem de acordo com a vacina contra a COVID-19 utilizada.

Qual é a ligação entre as vacinas contra a COVID-19 e as reações alérgicas?
A OMS tem conhecimento de relatos de reações alérgicas graves em um pequeno número de pessoas que receberam a vacina contra a COVID-19. Uma reação alérgica grave – como anafilaxia – é uma reação adversa rara, mas que pode ocorrer com qualquer vacina. Em pessoas com risco conhecido, como história de reação alérgica a uma dose anterior da vacina ou a qualquer um dos seus componentes, podem ser necessárias algumas precauções.
A OMS recomenda que os profissionais de saúde avaliem o histórico médico do indivíduo para determinar se uma pessoa apresenta risco de reação alérgica grave a uma vacina contra a COVID-19. Todos os provedores de imunização devem ser treinados para reconhecer reações alérgicas graves e tomar medidas práticas para tratar tais reações, caso ocorram.
O uso da vacina contra a COVID-19 será monitorado de perto pelas autoridades nacionais e organismos internacionais, incluindo a OMS, para detectar efeitos colaterais graves, incluindo quaisquer efeitos colaterais inesperados. Isso nos ajudará a entender e gerenciar melhor os riscos específicos de reações alérgicas ou outros efeitos colaterais graves às vacinas contra a COVID-19 que podem não ter sido detectados durante os ensaios clínicos, garantindo uma vacinação segura para todos.

O que acontece se um evento adverso for relatado?
Como acontece com qualquer vacina, é essencial monitorar de perto a segurança e eficácia das vacinas contra a COVID-19 à medida que são administradas. Se um problema for relatado após a vacinação, uma investigação completa deve ser realizada.
Durante essas investigações, é extremamente raro que se conclua que os problemas de saúde relatados sejam efetivamente causados ​​pela vacina. Na maioria das vezes, os eventos adversos são considerados coincidentes e podem não estar totalmente relacionados à vacinação. Às vezes, eles estão relacionados ao modo como a vacina foi armazenada, transportada ou administrada. Esses erros podem ser evitados por meio de um melhor treinamento dos profissionais de saúde e do fortalecimento das cadeias de abastecimento.
Nos casos muito raros em que se suspeita de uma reação adversa genuína, o uso da vacina pode ser suspenso. Outras investigações serão realizadas para determinar o que exatamente causou o evento, e medidas corretivas serão implementadas. A OMS trabalha com fabricantes de vacinas, autoridades de saúde e outros parceiros para monitorar qualquer preocupação de segurança e efeitos colaterais potenciais em uma base contínua.

Em que circunstâncias uma vacina contra a COVID-19 pode sofrer recall ou ser retirada de circulação?
O Recall ou a retirada de circulação de vacinas devido a questões de segurança são raras. As convocações são geralmente iniciadas voluntariamente por um fabricante de vacina antes de qualquer evento adverso ser relatado. Por exemplo, o monitoramento contínuo da produção de uma vacina pode detectar uma irregularidade que implica na perda de potência de um lote de vacinas. Nesse caso, as pessoas que receberam uma vacina desse lote podem precisar ser vacinadas novamente para garantir que estejam protegidas.

Como a OMS informará o público sobre eventos adversos suspeitos ou confirmados relacionados às vacinas contra a COVID?
Os eventos adversos suspeitos oficialmente relatados à OMS passam por uma série de etapas de verificação rápida envolvendo um painel independente de especialistas. A OMS compartilha os resultados dessas avaliações em seu site.
A OMS também coordena com autoridades de saúde locais, regionais e nacionais para investigar questões relacionadas a segurança vacinal e aconselhar sobre os próximos passos. As informações também são disponibilizadas por meio da Rede de Segurança Vacinal, uma rede disponível ao público de recursos digitais internacionais sobre segurança de vacinas que foram aprovadas pela OMS.

É possível que alguém vacinado contra COVID-19 ainda assim se infecte?
Embora várias vacinas COVID-19 pareçam ter altos níveis de eficácia, nenhuma vacina confere 100% de proteção. Como resultado, um pequeno percentual de pessoas pode não desenvolver a proteção esperada após a vacinação contra a COVID-19.
Além das características específicas de uma vacina, vários fatores como a idade de uma pessoa, suas condições de saúde subjacentes ou exposição anterior à COVID-19 podem ter um impacto na eficácia de uma vacina. Também não sabemos quanto tempo vai durar a imunidade das diferentes vacinas contra a COVID-19. Esse é um dos motivos pelos quais, mesmo com o início do lançamento das vacinas contra a COVID-19, devemos continuar usando todas as medidas de saúde pública que funcionam, como distanciamento físico, máscaras e lavagem das mãos.

Quem deve ser excluído de receber vacinas contra a COVID-19?
Os profissionais médicos podem orientar melhor os indivíduos sobre se devem ou não receber uma vacina contra a COVID-19. No entanto, com base nas evidências disponíveis, as pessoas com as seguintes condições de saúde devem geralmente ser excluídas da vacinação COVID-19, a fim de evitar possíveis efeitos adversos:
Se você tem histórico de reações alérgicas graves a qualquer ingrediente da vacina contra a COVID-19
Se você estiver doente ou apresentando sintomas de COVID-19, podendo ser vacinado assim que seus sintomas primários forem resolvidos*.
Mais pesquisas são necessárias para determinar a segurança e eficácia de diferentes vacinas contra a COVID-19 em certos grupos populacionais. Além das recomendações gerais acima, cada vacina pode ter considerações específicas para populações e condições de saúde específicas.
*Essa é uma recomendação do governo dos Estados Unidos da América (o presente artigo é uma tradução). O Brasil segue as orientações da OMS, portanto a recomendação é se aguardar quatro semanas para que esta vacinação seja feita.

É seguro receber as vacinas contra a COVID-19 no caso de mulheres grávidas, mulheres que planejem engravidar ou mães que amamentam?
Com base no que sabemos sobre essas vacinas, não temos nenhuma razão específica para acreditar que haverá riscos que superariam os benefícios da vacinação para mulheres grávidas. Embora a gravidez coloque as mulheres em maior risco de COVID-19 grave, poucos dados estão disponíveis para avaliar a segurança da vacina na gravidez.
Por esta razão, as mulheres grávidas com alto risco de exposição ao SARS-CoV-2 (por exemplo, profissionais de saúde) ou que possuem comorbidades que aumentam o risco de doença grave podem ser vacinadas após consulta com seu médico.
Ainda não está claro se as vacinas contra a COVID-19 podem ser excretadas pela amamentação. Para determinar o melhor curso de ação, os benefícios da amamentação para o desenvolvimento e a saúde devem ser considerados juntamente com a necessidade clínica da mãe de imunização contra COVID-19. A OMS não recomenda a interrupção da amamentação após a vacinação.

As vacinas de mRNA são seguras? Já que são baseadas em novas tecnologias, como podemos ter certeza?
A tecnologia da vacina de mRNA contra a COVID-19 foi rigorosamente avaliada quanto à segurança e os ensaios clínicos mostraram que as vacinas de mRNA fornecem uma resposta imune de longa duração. A tecnologia de vacinas de mRNA foi estudada por várias décadas, inclusive nos contextos de vacinas contra zika, raiva e influenza. As vacinas de mRNA não são vacinas de vírus vivos e não interferem com o DNA humano.

Como a OMS garantirá o monitoramento e a resposta da segurança da vacina à medida que as vacinas contra a COVID-19 forem usadas?
O monitoramento da segurança das vacinas é garantido em nível nacional, regional e global. Como é prática padrão em todos os programas nacionais de imunização, a OMS apoia o estabelecimento de sistemas de monitoramento de segurança para as vacinas contra a COVID-19 em todos os países. Depois que uma vacina contra a COVID-19 é introduzida em um país, a OMS trabalha com os fabricantes de vacinas, autoridades de saúde e outros parceiros para rastrear continuamente as preocupações com a segurança e os potenciais efeitos colaterais. As preocupações específicas de segurança que possam surgir serão avaliadas pela OMS e um grupo independente de especialistas (o Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas, ou GACVS) em conjunto com as autoridades nacionais competentes.

Texto retirado do site da OMS (Organização Mundial Saúde), publicado em 19 de fevereiro de 2021
Fonte:
https://www.who.int/news-room/q-a-detail/coronavirus-disease-(covid-19)-vaccines-safety

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