Prophylaxis – Clínica de Vacinação

COVID-19: A evolução do coronavírus – Perguntas e Respostas

O que significa dizer que um vírus sofre mutação ou se transforma?

Quando um vírus se replica ou faz cópias de si mesmo, às vezes ele muda um pouco. Essas mudanças são chamadas de “mutações”. Um vírus com uma ou várias novas mutações é referido como uma “variante” do vírus original.

Quanto mais vírus circulam, mais eles podem sofrer mutações. Essas alterações podem ocasionalmente resultar em uma variante do vírus que se adapta melhor ao seu ambiente em comparação com o vírus original. Este processo de mudança e seleção de variantes bem-sucedidas é chamado de “evolução do vírus”.

Algumas mutações podem levar a mudanças nas características de um vírus, como transmissão alterada (por exemplo, ele pode se espalhar mais facilmente) ou gravidade (por exemplo, pode causar doenças mais graves).

Alguns vírus mudam rapidamente e outros mais lentamente. O SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19, tende a mudar mais lentamente que outros, como os vírus HIV ou influenza. Isso pode ser explicado em parte pelo “mecanismo de revisão” interno do vírus, que pode corrigir “erros” ao fazer cópias de si mesmo. Os cientistas continuam a estudar esse mecanismo para entender melhor como ele funciona.

Devo me preocupar com a mudança do SARS-CoV-2?

É normal que os vírus sofram mutações, mesmo assim é algo que os cientistas acompanham de perto porque pode haver implicações importantes. Todos os vírus, incluindo o SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19, mudam com o tempo. Até agora, centenas de variações desse vírus foram identificadas em todo o mundo. A OMS e seus parceiros os têm acompanhado de perto desde janeiro de 2020.

A maioria das mutações tem pouco ou nenhum impacto nas propriedades do vírus. No entanto, dependendo de onde as alterações estão localizadas no material genético do vírus, elas podem afetar as propriedades do vírus, como transmissão (por exemplo, pode se espalhar mais facilmente) ou gravidade (por exemplo, pode causar doenças mais graves).

A OMS e sua rede internacional de especialistas estão monitorando as mudanças no vírus para que, se mutações significativas forem identificadas, a OMS possa relatar quaisquer modificações nas intervenções necessárias aos países e indivíduos para prevenir a disseminação dessa variante. As estratégias e medidas atuais recomendadas pela OMS continuam a funcionar contra as variantes do vírus identificadas desde o início da pandemia.

A melhor maneira de limitar e suprimir a transmissão de COVID-19 é as pessoas continuarem tomando as precauções necessárias para manter a si mesmas e outras pessoas seguras.

O que a OMS está fazendo para monitorar e compreender as mudanças no SARS-CoV-2?
Desde o início do surto, a OMS tem trabalhado com uma rede global de laboratórios especializados em todo o mundo para apoiar os testes e melhor compreensão do SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19.

Grupos de pesquisa sequenciaram o SARS-CoV-2 e os compartilharam em bancos de dados públicos. Esta colaboração global permite aos cientistas rastrear melhor o vírus e como ele está mudando.

A rede global de laboratórios SARS-CoV-2 da OMS inclui um Grupo dedicado de Trabalho de Evolução do Vírus SARS-CoV-2, que visa detectar novas mutações rapidamente e avaliar seu possível impacto.

A OMS recomenda que todos os países aumentem o sequenciamento dos vírus SARS-CoV-2 onde for possível e compartilhem dados de sequência internacionalmente para ajudar uns aos outros a monitorar e responder à evolução da pandemia.

Como o SARS-CoV-2 muda quando infecta animais, e quais são as implicações?
O SARS-CoV-2 se espalha principalmente por meio da transmissão de pessoa para pessoa, mas há evidências de transmissão entre humanos e animais. Vários animais como visons, cães, gatos domésticos, leões, tigres e cães guaxinim tiveram resultados positivos para SARS-CoV-2 após contato com humanos infectados.

Houve relatos de grandes surtos de animais em fazendas de visons em vários países. O SARS-CoV-2 pode mudar enquanto infecta visons. Foi observado que essas variantes do visom são capazes de se transmitir de volta para os humanos por meio do contato próximo com o visom. Os resultados preliminares sugerem que as variantes do visom que infectam os humanos parecem ter as mesmas propriedades que outras variantes do vírus SARS-CoV-2.

Mais pesquisas são necessárias para entender melhor se essas variantes do visom causarão transmissão sustentada entre humanos e podem ter um impacto negativo nas contramedidas, como vacinas.

A OMS trabalha em estreita colaboração com outras organizações, como a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas e a Organização Mundial para a Saúde Animal, para avaliar as situações de SARS-CoV-2 em animais e a transmissão entre animais e humanos.

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