Prophylaxis – Clínica de Vacinação

Sobre as variantes do vírus causador da COVID-19

Traduzido do site do CDC
https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/transmission/variant.html
Atualizado em 12 de fevereiro de 2021

Informações sobre as características das novas variantes do coronavírus estão surgindo rapidamente. Cientistas estão trabalhando para descobrir se essas mutações tornam o vírus mais transmissível, se causam sintomas mais graves e se as vacinas atualmente autorizadas têm efeito sobre elas.

O QUE SABEMOS

Os vírus mudam constantemente por meio de mutações, e novas variantes de um vírus podem surgir com o tempo. Às vezes, essas novas variantes surgem e desaparecem. Outras vezes, elas proliferam. Múltiplas variantes do vírus que causa a COVID-19 foram documentadas durante esta pandemia.

O vírus que causa a COVID-19 é um tipo de coronavírus, uma grande família de vírus. Os coronavírus têm esse nome porque possuem pontas em forma de coroa em suas superfícies. Os cientistas estão o tempo todo monitorando possíveis mudanças no vírus, incluindo mudanças em suas superfícies. Esses estudos, que incluem análises genéticas, ajudam os cientistas a entender como essas alterações podem afetar a forma como o vírus se espalha e o que acontece com as pessoas infectadas por ele.

Múltiplas variantes do vírus que causa a COVID-19 estão circulando globalmente:

• O Reino Unido identificou uma variante chamada B.1.1.7 com um grande número de mutações no outono de 2020. Essa variante se espalha mais facilmente e mais rapidamente do que outras variantes. Em janeiro de 2021, especialistas no Reino Unido relataram que essa variante pode estar associada a um risco aumentado de morte em comparação com outras variantes, no entanto, mais estudos são necessários para confirmar essa informação. Desde então, o B.1.1.7 foi detectado em muitos países ao redor do mundo.
• Na África do Sul, outra variante chamada B.1.351 surgiu independentemente da B.1.1.7. Detectado originalmente no início de outubro de 2020, a B.1.351 compartilha algumas mutações com a B.1.1.7.
• No Brasil, surgiu uma variante chamada P.1, que foi identificada pela primeira vez em viajantes que foram testados durante triagem de rotina em um aeroporto do Japão, no início de janeiro. Esta variante contém um conjunto de mutações adicionais que podem afetar sua capacidade de ser reconhecida por anticorpos.

Essas novas variantes parecem se espalhar mais facilmente e mais rapidamente, o que pode levar a mais casos de COVID-19. Um aumento no número de casos colocará mais pressão sobre os recursos de saúde, levará a mais hospitalizações e, potencialmente, mais mortes.

Até agora, estudos sugerem que os anticorpos gerados pelas vacinas atualmente autorizadas reconhecem essas novas variantes. Essa informação está sendo minuciosamente analisada e mais estudos sobre o assunto estão em andamento.

O cumprimento rigoroso e crescente das estratégias de mitigação de saúde pública como a vacinação, o distanciamento social, o uso de máscaras, a higienização das mãos e o isolamento e a quarentena, é essencial para limitar a disseminação do coronavírus e proteger a saúde pública.

O QUE NÃO SABEMOS

Os cientistas ainda estão trabalhando para aprender mais sobre essas novas variantes, e mais estudos são necessários para entender:

• Quão amplamente essas novas variantes se espalharam;
• Como a doença causada por essas novas variantes difere da doença causada por outras variantes que estão circulando atualmente;
• Como essas variantes podem afetar os tratamentos, as vacinas e os testes existentes.

O QUE SIGNIFICA

As autoridades de saúde pública estão pesquisando essas variantes para aprender como controlar sua disseminação. Eles querem descobrir se as novas variantes:

• Espalham-se mais facilmente de pessoa para pessoa;
• Causam sintomas mais leves ou mais graves;
• São detectadas pelos testes virais disponíveis atualmente;
• Respondem a medicamentos atualmente sendo usados para tratar pessoas com COVID-19;
• Alteram a eficácia das vacinas contra a COVID-19.

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